EU SÓ QUERO VOLTAR
Quando ouví a história de um homem chamado Zaqueu, que havia ficado tão impressionado com as palavras de Jesus, com Sua pessoa, com Sua vida e que numa atitude de raríssima igual, decidira doar metade de seus bens aos pobres e devolver quatro vezes o valor que porventura houvesse tomado de qualquer pessoa, eu pensei então...
-- Este homem pode ter falado isso pela emoção do momento. Isto acontece frequentemente conosco. Parece haver dentro de nós um dispositivo que está sendo constantemente ativado pelas impressões externas que recebemos, sejam por palavras ouvidas, por cenas observadas e até pela nossa própria capacidade de forjar a imaginação, nos levando á tecer verdadeiras novelas, com dramas positivos ou negativos em nossas mentes. E isto feito, fazemos declarações que acompanham quase sempre em eloquência e paixão as proporções deste termômetro emocional.
Se ele está baixo, nossas palavras expressam o desânimo, a incredulidade, a dúvida. Se ele é atiçado através dos nossos sentidos , então somos atropelados por nossas próprias declarações, que, invariavelmente se aproximam da dimensão do exagêro.
É difícil encontrar alguém já acomodado ,de tal forma no equilíbrio entre tais extremos; que tenha sempre um desabafo racional, ponderado, não se deixando prender por declarações de auto-piedade, conformismo e nem se permitindo tornar-se refém de um ufanismo descontrolado. Mas que permanece enfim, inalterado em suas reações orais independente das informações colhidas.
Ao pensar isto porém, e voltar ao texto, me deparei com o fato concreto de que o Senhor Jesus dera respaldo à atitude do homem chamado Zaqueu, afiançando com suas palavras a base inquestionável sobre a qual aquele homem encontrara razão para se posicionar com tal determinação. Jesus declarou: _ Hoje houve salvação nesta casa.
A Palavra de Deus nos ensina que a salvação é o elo que segue para a vida eterna puxado diretamente por seu insubstituível antecessor chamado arrependimento. A ação do Espírito Santo na vida de uma pessoa vem como uma luz no seu espirito, permitindo-lhe conhecer a situação real na qual se encontra diante de Deus e a convicção inequívoca de que Deus quer e pode mudar esta situação, dando-lhe acesso através do sacrifício de Seu filho Jesus à esta vida eterna, verdadeira.
A luz desta revelação mostra ao espirito e a mente desta pessoa a sua exata situação diante de Deus, quer seja, rebeldia, desobediência, afronta, pecado enfim... e a sujeira letal e nojenta que tais atitudes produzem. Ao perceber tal estado, reconhecer-se merecedor da pena máxima, desejar ardentemente não tê-lo feito, estar pronto a pagar com a própria vida, mas, sabedor porém, de que um pano sujo jamais poderá tornar limpo um cristal que tenha se sujado, por mais que o esfregue,... render-se então e enfim, render-se á graça de Deus e caminhar resoluto na direção oposta da natureza humana, e , nadando contra a corrente mais forte deste rio chamado mundo, andando na contra-mão deste percurso que os homens chamam de vida, gritando em cada gesto, proclamando com cada ação, o desejo mais íntimo, o clamor mais profundo de alguém que só tem uma oração:
_ Eu queria não ter errado, eu quero voltar. Pai, eu não sou digno de ser seu filho. Me perdoa e me deixa ficar. Eu quero voltar, eu quero voltar.
Não há reivindicações á fazer, condições a impôr, como se tivéssemos pago algum preço para usufluir do perdão. A gratidão é a nossa veste, a obediência é o nosso alimento e o amor do Pai é a nossa morada.
...seja Deus gracioso para conosco e nos abençoe.
domingo, 23 de maio de 2010
O CONVIDADO 04/04/10
O texto de João, cap. 2 é uma narrativa que quase sempre é lida ou dela se faz referência em ocasiões onde um casamento esteja sendo celebrado. E é natural que isto ocorra, visto se tratar a narrativa em questão exatamente de uma celebração de casamento. No verso 2 deste capítulo lemos que Jesus e seus discípulos foram convidados para esta festa. E é claro que todos os expositores deste acontecimento centralizam como fator mais importante em toda esta narrativa este detalhe tão simples, porém, tão significativo para o desfecho feliz na referida situação, que foi “ Jesus” ter sido convidado.
Maravilha! Isto posto, é nos feito o desafio in continenti para que façamos o mesmo em nossa vida, no casamento, nos negócios, no lazer, se quisermos como aqueles noivos, não vermos frustrados os nossos sonhos, nem atropelada pelo imprevisto nossa alegria ou ainda pior, sermos envergonhados publicamente.
Com certeza, o Ministério da Saúde, física, emocional e espiritual nos advertiria de que iniciar qualquer evento “legal” em nossas vidas sem a presença de Jesus, é altamente prejudicial. Precisamos ter em mente, no entanto, que deleitar-se com a presença de um convidado especial por algumas horas pode mostrar que o apreciamos e o admiramos por quem ele é e pelo que ele faz. Mas se nós o amamos, de fato, ele se tornará um hóspede permanente em nossa vida.
Muitas vezes nós aceitamos a presença de Jesus, mas nem O percebemos. Será que nós pararíamos qualquer empreendimento em que estivéssemos engajados, quer seja, noivados, negócios, ministérios, etc..., se percebêssemos que Jesus não se fizera presente? Ou enganaríamos á nós mesmos nos dizendo : - Depois eu me acerto com o Senhor?
O livro de juízes, no cap. 4, nos fala sobre Baraque, um comandante, homem de guerra, que não se envergonhou de dizer á uma mulher, Débora, “ Se você for comigo á batalha , eu irei, se voce não for, eu não irei.” Muito simples, ele sabia que com ela, mulher de Deus , ele encontraria o caminho da vitória, mas sem ela, não arriscaria seu exército.
Todos acham Jesus uma pessoa admirável, todos declaram sua glória, sua honra. Ninguém ousaria rejeitar o Nome de Jesus em sua lista de convidados. Mas, para que a presença de Jesus na sua festa possa fazer surtir o efeito que sua presença faz, é necessário lembrar da recomendação de sua mãe, “ Fazei tudo que Ele vos disser”
É insensato vivermos sem ter a presença de Jesus constantemente conosco. É mais insensato ainda termos Sua presença e não o obedecermos. Imaginemos como teria sido a festa em Caná se os serventes resolvessem não obedecer ao Senhor Jesus. Mt 7. 24, 27.
Jesus tem sido realmente o convidado mais importante em nossas festas? Se por acaso percebêssemos que Ele não esta presente, isto seria para nós abalo suficiente para suspendermos toda empreitada com a qual estivéssemos envolvidos? Se não for assim, podemos estar vivendo como aquele povo do qual Deus disse: _ Este povo honra-me com os lábios, mas seu coração está longe de mim.
Qualquer empreendimento nós podemos adiar, desistir de levar avante, mas não a vida, já estamos num percurso irreversível, não há como sair deste caminho. E a única chance de terminarmos bem esta jornada é tendo Jesus como convidado, como Guia, como Senhor de nossa vida.
E ao vivermos com Jesus o nosso dia a dia, vivamos de tal maneira, que as pessoas ao erguerem os seus olhos, á ninguém mais vejam, senão, unicamente Jesus.
Fiquem na Paz!!!
O texto de João, cap. 2 é uma narrativa que quase sempre é lida ou dela se faz referência em ocasiões onde um casamento esteja sendo celebrado. E é natural que isto ocorra, visto se tratar a narrativa em questão exatamente de uma celebração de casamento. No verso 2 deste capítulo lemos que Jesus e seus discípulos foram convidados para esta festa. E é claro que todos os expositores deste acontecimento centralizam como fator mais importante em toda esta narrativa este detalhe tão simples, porém, tão significativo para o desfecho feliz na referida situação, que foi “ Jesus” ter sido convidado.
Maravilha! Isto posto, é nos feito o desafio in continenti para que façamos o mesmo em nossa vida, no casamento, nos negócios, no lazer, se quisermos como aqueles noivos, não vermos frustrados os nossos sonhos, nem atropelada pelo imprevisto nossa alegria ou ainda pior, sermos envergonhados publicamente.
Com certeza, o Ministério da Saúde, física, emocional e espiritual nos advertiria de que iniciar qualquer evento “legal” em nossas vidas sem a presença de Jesus, é altamente prejudicial. Precisamos ter em mente, no entanto, que deleitar-se com a presença de um convidado especial por algumas horas pode mostrar que o apreciamos e o admiramos por quem ele é e pelo que ele faz. Mas se nós o amamos, de fato, ele se tornará um hóspede permanente em nossa vida.
Muitas vezes nós aceitamos a presença de Jesus, mas nem O percebemos. Será que nós pararíamos qualquer empreendimento em que estivéssemos engajados, quer seja, noivados, negócios, ministérios, etc..., se percebêssemos que Jesus não se fizera presente? Ou enganaríamos á nós mesmos nos dizendo : - Depois eu me acerto com o Senhor?
O livro de juízes, no cap. 4, nos fala sobre Baraque, um comandante, homem de guerra, que não se envergonhou de dizer á uma mulher, Débora, “ Se você for comigo á batalha , eu irei, se voce não for, eu não irei.” Muito simples, ele sabia que com ela, mulher de Deus , ele encontraria o caminho da vitória, mas sem ela, não arriscaria seu exército.
Todos acham Jesus uma pessoa admirável, todos declaram sua glória, sua honra. Ninguém ousaria rejeitar o Nome de Jesus em sua lista de convidados. Mas, para que a presença de Jesus na sua festa possa fazer surtir o efeito que sua presença faz, é necessário lembrar da recomendação de sua mãe, “ Fazei tudo que Ele vos disser”
É insensato vivermos sem ter a presença de Jesus constantemente conosco. É mais insensato ainda termos Sua presença e não o obedecermos. Imaginemos como teria sido a festa em Caná se os serventes resolvessem não obedecer ao Senhor Jesus. Mt 7. 24, 27.
Jesus tem sido realmente o convidado mais importante em nossas festas? Se por acaso percebêssemos que Ele não esta presente, isto seria para nós abalo suficiente para suspendermos toda empreitada com a qual estivéssemos envolvidos? Se não for assim, podemos estar vivendo como aquele povo do qual Deus disse: _ Este povo honra-me com os lábios, mas seu coração está longe de mim.
Qualquer empreendimento nós podemos adiar, desistir de levar avante, mas não a vida, já estamos num percurso irreversível, não há como sair deste caminho. E a única chance de terminarmos bem esta jornada é tendo Jesus como convidado, como Guia, como Senhor de nossa vida.
E ao vivermos com Jesus o nosso dia a dia, vivamos de tal maneira, que as pessoas ao erguerem os seus olhos, á ninguém mais vejam, senão, unicamente Jesus.
Fiquem na Paz!!!
sábado, 15 de maio de 2010
O MUNDO DOS HOMENS
Os olhos contemplam sem se cansar.
O que afinal há de novo?
Que segredo é capaz de suster este gesto?
O gesto imutável de olhar.
A luz se acende e se apaga, como o pulsar de um coração.
É tão pequeno, quase invisível.
E vejam só, há dentro um segredo.
Um segredo que nasce e espera.
Que vive, que rí e que chora.
Que cresce, sonha e se apavora.
Que espera de novo e então vai embora.
E os olhos contemplam, sem se cansar.
É a eternidade espiando.
Espiando a ferida chamada de tempo.
Onde bactérias humanas a tornam dorida.
Da dor, sobe então um gemido.
Confuso, resignado, enfraquecido.
A terra treme, é febre, é calafrio.
O vírus de sua cura caminha lento. Células que não assimilam sua natureza.
Que produzem a cada dia igual rotina.
Desequilíbrio, desigualdade, rebeldia.
Sob o olhar impassível, petrificado.
Que contempla, simplesmente contempla.
Sem se cansar.
É a eternidade espiando, suspirando apaixonada.
Desejando compartilhar deste segredo.
Que nasce, que vive, que rí e que chora.
Que sonha, esmiúça e tudo transforma.
Até ser incontrolavelmente atraído.
Pelo olhar que contempla, sem se cansar.
Os olhos contemplam sem se cansar.
O que afinal há de novo?
Que segredo é capaz de suster este gesto?
O gesto imutável de olhar.
A luz se acende e se apaga, como o pulsar de um coração.
É tão pequeno, quase invisível.
E vejam só, há dentro um segredo.
Um segredo que nasce e espera.
Que vive, que rí e que chora.
Que cresce, sonha e se apavora.
Que espera de novo e então vai embora.
E os olhos contemplam, sem se cansar.
É a eternidade espiando.
Espiando a ferida chamada de tempo.
Onde bactérias humanas a tornam dorida.
Da dor, sobe então um gemido.
Confuso, resignado, enfraquecido.
A terra treme, é febre, é calafrio.
O vírus de sua cura caminha lento. Células que não assimilam sua natureza.
Que produzem a cada dia igual rotina.
Desequilíbrio, desigualdade, rebeldia.
Sob o olhar impassível, petrificado.
Que contempla, simplesmente contempla.
Sem se cansar.
É a eternidade espiando, suspirando apaixonada.
Desejando compartilhar deste segredo.
Que nasce, que vive, que rí e que chora.
Que sonha, esmiúça e tudo transforma.
Até ser incontrolavelmente atraído.
Pelo olhar que contempla, sem se cansar.
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