segunda-feira, 22 de julho de 2013

Brasil, Pátria Querida


                       
                               B R A S I L  ,  P Á T R I A  Q U E R I D A

     Terra amada, por seus filhos amada.
Quando então corriam livres e formavam nas estrofes do tempo, com sua
liberdade e vigor as rimas de alegria e exuberância da eterna poesia da
vida.
Terra amada, e por estranhos violada.
Só viram nela o valor que se arranca.
A beleza que se comercializa.
A riqueza que se desperdiça.
Não a amaram como terra querida. Mas ela os recebeu com honras.
Diante deles, em salvas sublimes, se entregou sem reservas.
Revelou seus segredos e deu-lhes quinhão na herança de seus filhos.
Mas eles, cruéis, arrogantes, obrigaram-na a conhecer a dor, quando ela
lhes oferecia a alegria e a fartura.
Obrigaram-na a se despir de seus ornamentos, quando ela lhes dedicava a
beleza de sua formosura.
Sim, cruéis e arrogantes, de perversos e corrompidos corações, estéreis de
sentimentos nobres.
Não lhes comoveu o sorriso que os recebera.
Nem foi capaz de tocar suas emoções a simplicidade e a franqueza do
amor que os abraçara.
Tiranos, sua realização e glória se alimentaram da vergonha e da dor dos
que por eles foram subjugados.
Almas doentes, que se obstinam em buscar seu poder na imposição de
humilhações e afrontas contra os simples que habitam em paz.
Insensatos, um dia saberão que a força do verdadeiro poder se alimenta
da justiça e quando então se perceberem feitos reféns deste poder, a
justiça lhes acenará com o mesmo rigor com que se fizeram deuses.
Serão forçados a olhar por sobre os próprios ombros e saberão que
habitaram como intrusos numa terra querida, que por seus filhos era
amada, mas que por eles foi desonrada.
E lhes sugaram como vampiros a seiva de seu vigor. E a despiram, e a
marcaram, enquanto a chamavam de mãe gentil.
Ela, porém, os amou sempre.
E esperou que despertassem de sua ambição cega, que percebessem sua
generosidade imparcial, sua inesgotável tolerância e se voltassem de suas
ações insanas, para enfim amá-la e honra-la como mãe gentil.
Para cuidar de seus filhos  e lavar suas feridas, feridas que eles mesmos
lhes fizeram.
Eles olharão por sobre os próprios ombros e compreenderão o porque de
terem possuído uma existência tão vazia, tão desprovida de razão, tão
mesquinha e infeliz.
Afinal desprezaram toda forma de vida.
Se fizeram surdos a todo o clamor do coração...
E enquanto feriam a terra, arrancando dela e de seus filhos a vida,
não percebiam em sua avidez insensível, que eles passariam.
Ela, porém, seria sempre Brasil,

uma terra amada, e por seus filhos querida.

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